Dropshipping no Brasil: saiba mais


Fonte: Tecmundo e Veja

Você sabe o que é dropshipping? A prática do dropshipping consiste em vender produtos por meio de sites, sem que se tenha nada em estoque. Uma prática muito comum no comércio eletrônico global e legalmente permitido no Brasil e no mundo.

O cliente entra na página da internet achando se tratar de um e-commerce normal. Escolhe seus produtos, o tipo de frete, paga com cartões de crédito e espera a chegada da encomenda. Na outra ponta, não há um varejista que dispõe de um centro de distribuição para ordenar a entrega. Há, na maior parte das vezes, um único indivíduo que, ao receber o pagamento pela compra, faz o pedido do produto para um fornecedor em algum lugar do mundo, pagando um preço muito inferior ao que foi cobrado do consumidor. Nesse modelo de comércio, o fornecedor envia diretamente o produto ao cliente final, sem que o site atue como intermediário.

A linha que separa essa prática da ilegalidade é muito tênue: dropshipping no Brasil é permitida se o site for, de fato, uma empresa – e deixar claro para o cliente que o produto não está fisicamente disponível em estoque e que ainda será encomendado para um fornecedor, que, por sua vez, será responsável pela entrega. Ou seja, será passível de longos atrasos por depender não só da disponibilidade do produto, como do transporte desde o país de origem (geralmente China ou Estados Unidos) – e ainda sujeito a encargos aplicados pela Receita Federal. Tais sites devem ser registrados como empresas de intermediação de importação.

O problema é que o cenário descrito acima dificilmente reflete a realidade. Donos de sites de dropshipping são, quase sempre, pessoas físicas que ganham dinheiro aproveitando-se de uma brecha na lei brasileira. A Receita não tem como tributar essa atividade porque, salvo exceções, os sites não registrados como empresas e tampouco têm CNPJ. Seus proprietários recebem os pagamentos via operadoras de cartões de crédito por meio de CNPJ de terceiros ou sites de pagamentos, como o PayPal. A irregularidade está, principalmente, na ocultação da identidade do fornecedor e na tentativa de sonegação de impostos – em especial, o Imposto sobre Serviços (ISS) e o Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). Os vendedores lucram com a diferença entre o preço pago pelo consumidor e o valor desembolsado para pagar fornecedor – e não possuem qualquer controle sobre os produtos que são enviados.

Mas como se proteger e evitar essas situações? Veja essas dicas simples que podem ajudar você a ficar mais atento.

1. Pesquise o nome do site

Essa dica é especialmente boa para quem faz compras online e não sabe se deve confiar na loja. Converse com pessoas que já compraram naquele site e veja se a empresa cumpre o que promete, seja com prazos ou qualidade do produto. Procure pelo nome do site em buscadores como o Google, e depois faça uma busca pelo nome do domínio. Os resultados de ambas as pesquisas podem dar a você uma pista sobre o que outras pessoas falaram sobre o site.

2. Procure por um autor ou por sua popularidade
Se o autor do site não pode ser contatado ou não há nenhum registro sobre ele, o endereço pode ser considerado duvidoso. Procure também pela sessão “sobre” (ou about) dentro do site para ler mais informações a respeito.

3. Verifique se o site faz parte de um portal
O fato de um site estar associado a outros sites que têm boa reputação aumentam as chances do endereço ser confiável.

4. Analise sites profissionais
Apesar de não ser regra, o visual é importante para fazer com que você sinta confiança na empresa. Portanto, tente analisar o design e estrutura do site e veja se foi feita de forma profissional.

5. Protegendo meu pagamento
Embora pouca gente saiba, pessoas físicas também podem gerar boletos. Com isso, alguns sites falsos utilizam a crença da segurança por trás do documento para confundir outros usuários. Serviços como PayPal e PagSeguro são algumas garantias de que compra é segura. Como eles fazem a mediação do pagamento, o dinheiro só vai ser liberado ao vendedor caso o produto seja entregue. Dessa forma, as chances de ser prejudicado são minimizadas, já que você pode cancelar a compra a qualquer momento.

Se você é empreendedor online fique atento a essas dicas também, pois esses tópicos podem lhe auxiliar a melhorar a credibilidade de seu site.

Comentários

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15 Comments

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  1. Fábio

    Não sou dono de e-commerce nem vendo nada online, então minha opinião é imparcial. Eu acho que o maior problema não vem de quem empreende o negócio, mas sim de quem compra. A internet virou uma terra de ninguém e o que o consumidor quer é preço (sem generalizar, claro, mas a maioria é assim). Se o empreendedor legaliza o seu negócio, enquadra-o dentro da lei, abre a empresa e etc, ele vai perder o poder de fogo para concorrer com quem está no seu nível e fora da lei e dificilmente terá estrutura para abrir concorrência contra os gingantes da web.

    Eu sempre penso que o poder está nas mãos de quem compra. A oferta só busca se adaptar à procura. A menos que houvesse um controle de cima para baixo, porque se as empresas fossem impedidas de fornecer produtos para quem não tem formatação legal, quebrava-se essa cadeia fraudulenta.

  2. Alvaro

    O que tem haver domínios .mil .gov e .edu com sites de dropshipping?? A parte. 1. Não tem nada haver com segurança em ecommerce. Qualquer um pode registrar um domínio .com.br que parece ser confiável, vocês deveriam ao invés disso ensinar como usar a ferramenta whois do registro .br e comparar com o about do site. A parte 1. está bem confusa.

    • Felipe

      Oi Celso. Eu trabalho com dropshipping há tempos. Já me ferrei muito importando e ficando no prejuízo. Agora só faço com fornecedores brasileiros. O lucro é menor, mas é contínuo, pois os produtos são entregues em no máximo duas semanas e o retorno do lucro é imediato. Fica a dica!

  3. Lucio

    com o Dropshipping todo mundo ganha, mesmo havendo taxação do produto na alfandega, ainda assim o produto fica mais barato do que comprar nas gigantes brasileiras ou multinacionais.

    O culpado desse problema é o governo com suas altas taxas de importação e as empresas que visam lucros astronômicos e ninguém faz nada.

    Graças ao Dropshipping, eu posso ter um celular de qualidade, uma tv de qualidade, um perfume de qualidade, coisas que eu não teria acesso comprando no Brasil dessas empresas.

    • Kelly

      E tem outra coisa, essa questão de que não se paga impostos não é verdadeiro, pois tanto no PayPal quanto no PagSeguro, o dinheiro vai para conta bancária do dono da loja virtual e que vai pagar imposto de renda.

  4. MAGDALENA

    EXCELENTE ESCLARECIMENTO!! A MAIORIA DAS PESSOAS FÍSICAS Q PRATICAM ESTE TIPO DE NEGÓCIO, PECAM EM NÃO ALERTAREM AOS CONSUMIDORES SOBRE OS EVENTUAIS PROBLEMAS Q PODEM TER.

  5. Kelly

    Quem tem loja virtual que aceita pagamento pelo PayPal ou pelo PagSeguro vai receber os pagamentos em conta bancária o que obrigatoriamente var fazer com que o dono da loja pague imposto de renda.

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