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Dropshipping no Brasil: saiba mais

Você sabe o que é dropshipping? A prática do dropshipping consiste em vender produtos por meio de sites, sem que se tenha nada em estoque. Uma prática muito comum no comércio eletrônico global e legalmente permitido no Brasil e no mundo.
Publicado em 07/03/2013

Atualizado em 04/06/2024

Fonte: Tecmundo e Veja

Você sabe o que é dropshipping? A prática do dropshipping consiste em vender produtos por meio de sites, sem que se tenha nada em estoque. Uma prática muito comum no comércio eletrônico global e legalmente permitido no Brasil e no mundo.

O cliente entra na página da internet achando se tratar de um e-commerce normal. Escolhe seus produtos, o tipo de frete, paga com cartões de crédito e espera a chegada da encomenda. Na outra ponta, não há um varejista que dispõe de um centro de distribuição para ordenar a entrega. Há, na maior parte das vezes, um único indivíduo que, ao receber o pagamento pela compra, faz o pedido do produto para um fornecedor em algum lugar do mundo, pagando um preço muito inferior ao que foi cobrado do consumidor. Nesse modelo de comércio, o fornecedor envia diretamente o produto ao cliente final, sem que o site atue como intermediário.

A linha que separa essa prática da ilegalidade é muito tênue: dropshipping no Brasil é permitida se o site for, de fato, uma empresa – e deixar claro para o cliente que o produto não está fisicamente disponível em estoque e que ainda será encomendado para um fornecedor, que, por sua vez, será responsável pela entrega. Ou seja, será passível de longos atrasos por depender não só da disponibilidade do produto, como do transporte desde o país de origem (geralmente China ou Estados Unidos) – e ainda sujeito a encargos aplicados pela Receita Federal. Tais sites devem ser registrados como empresas de intermediação de importação.

O problema é que o cenário descrito acima dificilmente reflete a realidade. Donos de sites de dropshipping são, quase sempre, pessoas físicas que ganham dinheiro aproveitando-se de uma brecha na lei brasileira. A Receita não tem como tributar essa atividade porque, salvo exceções, os sites não registrados como empresas e tampouco têm CNPJ. Seus proprietários recebem os pagamentos via operadoras de cartões de crédito por meio de CNPJ de terceiros ou sites de pagamentos, como o PayPal. A irregularidade está, principalmente, na ocultação da identidade do fornecedor e na tentativa de sonegação de impostos – em especial, o Imposto sobre Serviços (ISS) e o Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). Os vendedores lucram com a diferença entre o preço pago pelo consumidor e o valor desembolsado para pagar fornecedor – e não possuem qualquer controle sobre os produtos que são enviados.

Mas como se proteger e evitar essas situações? Veja essas dicas simples que podem ajudar você a ficar mais atento.

1. Pesquise o nome do site

Essa dica é especialmente boa para quem faz compras online e não sabe se deve confiar na loja. Converse com pessoas que já compraram naquele site e veja se a empresa cumpre o que promete, seja com prazos ou qualidade do produto. Procure pelo nome do site em buscadores como o Google, e depois faça uma busca pelo nome do domínio. Os resultados de ambas as pesquisas podem dar a você uma pista sobre o que outras pessoas falaram sobre o site.

2. Procure por um autor ou por sua popularidade
Se o autor do site não pode ser contatado ou não há nenhum registro sobre ele, o endereço pode ser considerado duvidoso. Procure também pela sessão “sobre” (ou about) dentro do site para ler mais informações a respeito.

3. Verifique se o site faz parte de um portal
O fato de um site estar associado a outros sites que têm boa reputação aumentam as chances do endereço ser confiável.

4. Analise sites profissionais
Apesar de não ser regra, o visual é importante para fazer com que você sinta confiança na empresa. Portanto, tente analisar o design e estrutura do site e veja se foi feita de forma profissional.

5. Protegendo meu pagamento
Embora pouca gente saiba, pessoas físicas também podem gerar boletos. Com isso, alguns sites falsos utilizam a crença da segurança por trás do documento para confundir outros usuários. Serviços como PayPal e PagSeguro são algumas garantias de que compra é segura. Como eles fazem a mediação do pagamento, o dinheiro só vai ser liberado ao vendedor caso o produto seja entregue. Dessa forma, as chances de ser prejudicado são minimizadas, já que você pode cancelar a compra a qualquer momento.

Se você é empreendedor online fique atento a essas dicas também, pois esses tópicos podem lhe auxiliar a melhorar a credibilidade de seu site.

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