Marcas: as novas tecnologias vestíveis


Trend Watching divulgou o trend briefing de julho/agosto. Ele está super completo e vale a pena dar uma conferida! Resolvemos postar aqui no blog em partes (que é bem longo!) e já adicionar algumas dicas nossas

Você pode ver a primeira parte do post aqui e a segunda aqui. Ou você pode ler tudo na íntegra aqui. =)

Neste mês, eles deram uma olhada em 5 tendências passadas, inclusive uma de 2009 e avaliaram os desenvolvimentos, a situação atual e as diversas oportunidades de inovação que elas continuarão a oferecer.

3. POINT & KNOW

Prepare-se para um mundo PÓS-POINT & KNOW.

Pouco tempo atrás, em fevereiro de 2012, nós examinamos a tendência do POINT-KNOW-BUY, e dissemos o seguinte:

POINT-KNOW-BUY (APONTE-SAIBA-COMPRE):
“Com a busca e a informação textual disponível aos montes para maior parte das pessoas, durante a maior parte do tempo, a corrida agora é fazer com que a pesquisa e a informação visual também se tornem predominantes. Qualquer objeto do mundo real (isso sem mencionar reconhecimento facial) logo poderá ser “reconhecido” pelos smartphones dos consumidores que estão na rua, aparelhos que podem ser apontados para qualquer coisas para obter / encontrar informações a qualquer momento. E, sim, uma parte do comércio também pode seguir esta tendência ;-)”

HOJE

Com o advento de tecnologias vestíveis (desde o Google Glass ao noticiado Smart Watch da Apple, isso sem falar em incontáveis iniciativas semelhantes, apresentadas por empresas como Sony até start-ups no Kickstarter), esta é uma tendência que está sujeita a enorme aceleração.

De fato, pode-se esperar smartphones deparando-se cada vez mais com uma forte concorrência de aparelhos que são cada vez mais acoplados – isso quando não estão totalmente integrados – à visão, às roupas ou ao corpo do consumidor.

A SEGUIR

Apesar de boa parte da atual discussão a respeito da tecnologia vestível estar relacionada às questões de privacidade e aos desafios da aceitação social, evidências passadas sugerem que equipamentos para vestir vão passar a fazer parte do cotidiano mais cedo do que a maior parte das pessoas é capaz ou deseja imaginar – é possível que isso aconteça em uma questão de anos.

E a mudança de comportamento vai acontecer muito rápido, assim que as marcas deixarem de vibrar com a simples possibilidade de colocar alertas literalmente na cara das pessoas (não, anúncios “melhores” não serão o app do momento) e começarem a pensar nas novas capacidades, comportamentos, interações, plataformas, ferramentas e serviços em potencial que serão revelados pelos aparelhos vestíveis, alimentados por tudo que vai desde fluxos de dados permanentes a percepção hipercontextual, passando pela computação antecipatória. Basta dar uma olhada nos novos comportamentos e expectativas desencadeados desde que a tela sensível ao toque e a plataforma da App Store no iPhone romperam com o paradigma do “e-mail instantâneo simplesmente mais conveniente” dos “smart” phones pré-2007 (PLANNED SPONTANEITY [ESPONTANEIDADE PLANEJADA] é apenas um deles).


Exemplos

Shazam: Usuários criam mais de 10 milhões de tags por dia

Shazam

Demorou mais de dez anos para o Shazam, um dos pioneiros da tecnologia POINT & KNOW, criar 1 bilhão de “tags” de áudio, mas, em fevereiro de 2013, a empresa anunciou que seus 300 milhões de usuários agora levavam 3 meses para gerar 1 bilhão de tags. O serviço atualizou seu app para iPad em maio de 2013 para oferecer tagging automático, permitindo aos espectadores que acessem, sem intermediação, informação adicional a respeito de programas de TV, anúncios ou quando estão ouvindo música.

Royal Challengers Bangalore: Time de críquete indiano oferece aos torcedores informações digitais extras em ingressos

Royal Challenger

A realidade aumentada “tradicional” ainda oferece oportunidades infinitas para marcas inovadoras do mundo todo. Em abril de 2013, o time de críquete indiano Royal Challengers Bangalore lançou seu novo app de bilhete de entrada em realidade aumentada, permitindo aos torcedores que apontem a câmera do telefone aos seus ingressos de papel para acessar informações ao vivo sobre trânsito, estacionamento e vista 3D do estádio.

Google Glass: Pronto para o lançamento comercial no final de 2013?

Google Glass

O projeto de computação vestível do Google, o ‘Glass’, por enquanto só está disponível para desenvolvedores, mas isso não impediu o surgimento de especulações fervorosas em relação a seus usos em potencial. As capacidades atuais já incluem navegação (para permitir aos usuários que recebam instruções passo a passo enquanto caminham), uma câmera (capaz de capturar imagens e vídeos tipo “ponto de vista”), alertas (de redes sociais ou publicações, como oNew York Times). Entre outros usos criativos estão o Insight, um app de “impressão digital visual” que permite aos usuários encontrar amigos no meio de uma multidão por meio de tags nas roupas, a capacidade de conferir e controlar objetos conectados (como o termostato Nest) por meio de controles por voz, vida mais saudável com com informação em tempo real sobre produtostradução instantânea, e a lista parece nunca ter fim…

Oakley Airwave: Óculos com GPS permite a esquiadores monitorar a velocidade e a performance

Oakley Airwave

A marca de óculos americana Oakley já demonstrou uma aplicação prática para os aparelhos vestíveis do tipo “KNOW”. Em outubro de 2012, a marca lançou seus Airwave Ski Goggles, que vêm com Bluetooth e GPS integrados. Os óculos fornecem análise de desempenho e informações de deslocamento em tempo real perante os olhos do esquiador, com apresentação de dados por meio de um display com tecnologia de prisma para evitar que os olhos precisem reajustar o foco. Os óculos estão à venda ao consumidor por USD 599.

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