Dia da Mulher: o trabalho remoto e a realidade feminina


Hoje é Dia da Mulher e infinitos temas surgem à nossa mente. Quantos exemplos de mulheres, quantas situações típicas e recorrentes e quantos casos de superação. Todos conhecemos mulheres incríveis e que ficam mais fortes a cada dia.

Há alguns dias o pessoal do Trello entrou em contato para falar do eBook Como Aderir ao Trabalho Remoto. A ideia era convidar algumas empresas a compartilharem o seu ponto de vista sobre o trabalho remoto e eu fiquei responsável por ir atrás e entender melhor como a KingHost se posiciona diante de tal tema.

Dia da mulher e a conversa com o RH

Chamei a Fernanda Graeff, Gerente de Recursos Humanos, para conversarmos sobre a política de trabalho remoto na King. Assim surgiu um tema de grande valor para o dia de hoje: o trabalho remoto após o retorno da licença maternidade. Ela, inclusive, passou por isso após a gravidez. Apesar de não ser a única condição que permita o home office, achei que o tema merecia ser explorado e numa ocasião especial.

O retorno da licença maternidade

Algumas mulheres optam por engravidar, mas esse é um processo complexo e cheio de descobertas. Durante a gravidez, se tudo correr conforme o planejado, a profissional consegue seguir trabalhando normalmente e só se afasta quando o nascimento se aproxima. Ela exerce uma função, tem seu escopo definido e sabe que precisará ser substituída durante a licença maternidade. Algumas lidam muito bem com isso e outras nem tanto. Porém, é bastante comum a insegurança no momento do retorno.

Essa insegurança pode se manifestar em dois pontos diferentes: precisar se distanciar do bebê e o sentimento de não pertencimento no seu retorno à rotina profissional. O ideal é que, em um momento delicado como esse, os medos e a ansiedade sejam reduzidos ao máximo, para que o processo fique mais suave. Foi por isso que achei tão positiva a possibilidade de trabalhar remotamente. Primeiro porque a dificuldade de ter que lidar com o afastamento do bebê reduz drasticamente, uma insegurança a menos. E sentir que a empresa tem empatia e se preocupa com a situação acalma o sentimento de que poderá não ser mais uma profissional necessária. E o mais legal é que, se o cargo não permite este afastamento físico, há a liberdade de movimentação para um cargo com maior flexibilidade.

A preocupação com o retorno ao dia a dia de trabalho surgiu do próprio CEO da empresa, o Juliano Primavesi, e é algo que facilita, inclusive, a amamentação. Nós sabemos que cada mãe tem seu tempo e é importante que ela possa identificar quando é hora de parar ou não de amamentar. Além disso, a ida para a creche, uma fase bastante traumatizante para algumas mães e bebês, também se torna mais simples, facilitando a adaptação, que irá ocorrer no tempo adequado.

“Me senti segura para retornar a rotina presencial aos poucos continuando amamentação com tranquilidade até os 15 meses da Martina” – Fernanda Graeff

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A carreira da mãe profissional

É muito importante também que não haja prejuízo no desenvolvimento de carreira da mulher que precisa se afastar por conta da maternidade. A empresa precisa estar atenta a isso, inclusive no momento de buscar alguém para substituí-la durante o afastamento e evitar que haja algum tipo de duplicidade no exercício da função. Assim o gestor já pensa nos próximos passos daquele que foi contratado durante este período e no retorno da profissional que precisou se ausentar.

A Fernanda conta que, dois meses após o seu retorno, recebeu uma promoção para o seu cargo atual. Além disso, quem a substituiu durante a sua ausência, também foi reconhecida pelo excelente trabalho e recebeu uma promoção.

Nós, mulheres e profissionais, sabemos que, se optarmos por engravidar, é possível que haja uma perda ou algum atraso no desenvolvimento da carreira e nos sentimos insatisfeitas com a possibilidade de o mercado não estar preparado para isso. E se nós estamos prontas para lidar com ambos, é tranquilizante saber que o ambiente também está.

“Eu acredito que quando me tornei mãe amadureci muito como gestora e isso só beneficiou minha carreira”- Fernanda Graeff

Do que a mulher precisa, afinal?

A verdade é que a mulher profissional precisa do mesmo que qualquer outro profissional: estar em um ambiente com uma cultura organizacional agradável e empática. Isso não muda. Uma empresa que lida bem com a necessidade da licença maternidade também lidará bem com qualquer outro afastamento necessário por questões pessoais. Por isso a importância de entender que estamos lidando com seres humanos e que existirão necessidades como essa.
Inclusive, é importante levar em consideração os pais que necessitam de mais tempo com o filho recém nascido do que os três dias garantidos pela lei. E que eles também possam optar pelo home office no período de adaptação da criança na creche ou até mesmo para o retorno da mãe à rotina de trabalho.
Enfim, é uma questão de tolerância e ajuda mútua independentemente de qualquer coisa.

Patrícia Guaragna Souza

Patrícia Guaragna Souza

Analista de Performance em KingHost
Administradora de Empresas por formação com MBA em Marketing pela FGV. Apaixonada por Marketing Online e em constante desenvolvimento.
Patrícia Guaragna Souza

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