Realidade Virtual – Uma Introdução


Sempre que a gente ouve sobre realidade virtual (VR), vem à mente imagens de pessoas usando aqueles óculos e segurando um controle de videogame. No entanto, o potencial ultrapassa o universo fantástico dos games. O VR pode ser uma oportunidade para conectar, por exemplo, aprendizes e professores de uma maneira inovadora.

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Mas afinal, o que é Realidade Virtual (ou Virtual Reality, em inglês)? É a tecnologia que, através de fones de ouvidos e óculos estereoscópicos, geram imagens e sons realistas que estimulam a presença de um usuário em um ambiente imaginário ou virtual. O óculos é composto de um óculos com uma tela fechada e uma espécie de capacete, que exibe o ambiente para o usuário.

Veja algumas aplicações com Realidade Virtual

Na Educação

A funcionalidade básica da Realidade Virtual na educação é trazer aprendizagem por meio de um ambiente virtual. Na prática é mais ou menos assim: quanto mais um aluno é capaz de se envolver em um ambiente semelhante à vida real, mais fácil será sentir uma conexão com o material do assunto tratado, facilitando a aplicação e retenção do tema a ser aprendido. Abaixo, uma demonstração produzida pelo canal VagaBrothers de como a tecnologia pode ser explorada neste contexto.

Contra Fobias

Vamos pensar numa pessoa chamada Paulo. Ele, desde que nasceu, possui aracnofobia. Não pode ver uma aranha que entra em estado de pânico. Como a RV pode ajudá-lo a combater essa batalha e superar a fobia? A terapia de exposição graduada é a resposta. Nela, os pacientes são expostos aos seus medos lentamente. A RV é ótima para ajustar o nível de exposição, o que não pode ser feito na vida real.

Gerenciando Dor

Estudos comprovam que a RV ajuda a aliviar a dor. Isso é feito distraindo o córtex somatossensorial, parte do cérebro que está ligada à dor. O córtex é menos ativo quando os pacientes estão imersos na realidade virtual. Você pode assistir um conteúdo sobre isso no vídeo abaixo produzido pelo canal DW Brasil.

Na Reabilitação

Pode ser útil também na reabilitação cognitiva. Os pacientes que sofrem traumas muitas vezes acham difícil cumprir tarefas diárias. Com a ajuda da RV, os eles podem praticar essas tarefas em cenários virtuais seguros. A possibilidade de recriar o ambiente e ir aumentando constantemente o nível de complexidade faz com que os pacientes possam se recuperar de traumas assim como suas funções cognitivas. A mesma tecnologia pode ser usada para avaliar os pacientes. Confira mais informações sobre como a Realidade Virtual ajuda na reabilitação assistindo a este material produzido pelo programa Bem Estar, da Tv Globo.

Em projetos de arquitetura

Se você curte programas de decoração, certamente deve ter visto a aplicação da realidade virtual neles sem mesmo perceber. É possível utilizar a tecnologia para ambientar espaços e cômodos da casa, simulando como será o resultado após uma reforma ou pintura, por exemplo. Este cenário está cada vez mais rotineiro ao passo que os arquitetos incorporam a realidade virtual em seus projetos.

Iniciando um projeto

Nem todo o desenvolvedor de RV irá encontrar dispositivos para o respectivo projeto que procura. Alguns estúdios de desenvolvimento trabalham em ferramentas exclusivas e, geralmente, têm contatos com os principais fabricantes de dispositivos – o que garante acesso aos hardwares.

Quando você está começando sua jornada como desenvolvedor de RV, pode não ser viável trabalhar imediatamente com as ferramentas mais caras – o que não é um problema. Essa informação é válida para ajudar aos marinheiros de primeira viagem a reduzir o escopo dos seus primeiros projetos e mantê-los alinhados com os objetivos. Os fones de ouvido para desktop geralmente requerem um computador mais robusto, porém a tecnologia na versão mobile possui ferramentas mais acessíveis aos desenvolvedores que estão iniciando na área.

Como usar meu conhecimento para desenvolver RV?

Uma questão relevante para quem está decidindo ingressar no desenvolvimento é se a pessoa quer aprender um conjunto de habilidades totalmente do zero ou quer usar os conhecimentos já adquiridos no passado para facilitar o processo. Algumas pessoas quando começam a experimentar o desenvolvimento de RV para games, escolhem a Unity como motor do jogo com o qual irá trabalhar. Porém existem outras opções para a construção de aplicativos de realidade virtual hoje em dia que podem deixar o entusiasta mais à vontade logo no começo do projeto. Em breve iremos abordar outros conteúdos mais técnicos a respeito da RV, fique ligado aqui no blog da KingHost.

Cuidado com o “motion sickness”

O “motion sickness“, expressão em inglês que remete à sensação de enjoo que pode ser experimentada por jogadores e usuários de realidade virtual, tem sido um desafio a ser enfrentado por desenvolvedores especialistas nessa área.

Embora muito associado a jogos de primeira pessoa, a sensação normalmente é causada quando há uma incompreensão entre o corpo real e o virtual. Caso o usuário se mova muito rápido no jogo, seu estômago não responderá de forma amigável no mundo real. Ou ainda se o jogador esteja em uma partida na qual os movimentos do seu personagem virtual coincidam com os reais, ele pode acabar esbarrando em uma mesa ou parede.

O lado bom é que os desenvolvedores de aplicações em RV conhecem bem esses limites e estão começando a ultrapassar essas barreiras de maneiras únicas e fascinantes.

Vamos reforçar: nunca faça a câmera se mover sem uma ação explícita do usuário.

Seu corpo permanece imóvel, mas seus olhos vêem o movimento; o cérebro pensa que esse desajuste sensorial é devido a algum tipo de veneno e, assim, desencadeia suas defesas como náuseas e enjoos. Portanto, a câmera deve se mover apenas sob comando do usuário.

Vale lembrar que os cuidados citados são apenas alguns dos desafios que o desenvolvedor de RV enfrenta. No entanto, a comunidade dev está crescendo junto com o conhecimento das tecnologias e limitações desta área.

Algumas ferramentas

Ficou interessado e quer iniciar a brincar com algumas ferramentas de desenvolvimento de Realidade Virtual? Separamos uns links para você começar a mexer 🙂

WebVR: é uma especificação experimental aberta que permite experimentar a RV no seu navegador. O objetivo é tornar mais acessível a todos a experiência nesta tecnologia, independente do dispositivo.

MozVR: Voltado para quem procura criar experiências de realidade virtual com navegadores. A estrutura é compatível com Mozilla, de código aberto e bastante acessível.

Unity: Como dito anteriormente, o Unity tem sido bastante usado por quem está ingressando no desenvolvimento de RV.

A-Frame: É um framework web, de código aberto, para construir aplicativos de Realidade Virtual, originalmente criado pela Mozilla. Sua ideia é ser fácil e acessível, podendo construir desde um teste simples em puro HTML a uma aplicação hospedada em NodeJS. Dentre suas características temos também sua compatibilidade com várias bibliotecas, frameworks e ferramentas incluindo React, Preact, Vue.js, d3.js, Ember.js, jQuery.

E aí, curtiu o material? Ficou interessado em mais conteúdos a respeito da Realidade Virtual? Deixe nos comentários sua opinião. 🙂

Resumo
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Sempre que a gente ouve sobre realidade virtual (VR), vem à mente imagens de pessoas usando aqueles óculos e segurando um controle de videogame. No entanto, o potencial ultrapassa o universo fantástico dos games. O VR pode ser uma oportunidade para conectar, por exemplo, aprendizes e professores de uma maneira inovadora. Veja nesse artigo algumas aplicações com Realidade Virtual
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Analista de Conteúdo em KingHost
Jornalista por formação, especialista em Marketing pela FGV. Movido por música, good vibes e baterias carregadas.
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