Teste de Conectividade: como verificar conexão de sites


Este artigo visa auxiliar a verificar teste de conectividade de sites hospedados na KingHost.

Quando falamos de Internet devemos entender que se trata de um grande conjunto de redes menores se comunicando entre si, que possuem características próprias e necessitam de um “idioma” em comum para conversarem, o Border Gateway Protocol (BGP).

O BGP é o protocolo que une cada uma dessas redes, possui configuração simples cuja característica mais evidente é o sistema de anúncio de prefixos, ou, em palavras mais simples: como uma rede se comunica com as demais.

Como funciona a rede?

Para facilitar a compreensão, faremos uma comparação a algo cotidiano.

Eu estou na portaria do meu edifício e controlo quem entra e sai dele. As pessoas precisam conhecer como chegar no meu prédio. Já dentro dele, eu redireciono para onde as pessoas irão, qual andar ou qual sala.

Então eu vou fazer um anúncio dizendo que qualquer pessoa que quer chegar no meu prédio, precisa chegar no bairro X, na rua Y.

Digamos que você quer vir da sua casa até o meu prédio. Este trajeto, você escolherá como fazer, eu até posso sugerir o melhor caminho, mas não posso controlar. Quem escolherá, será você.

Mas o que isso tem a ver com redes?

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Ora, ora, tem tudo!

Vem comigo que você vai entender.

  • Eu posso anunciar a rede na qual seu site está alocado;
  • Você vai chegar até ele pela sua operadora de Internet;
  • Sua operadora vai escolher como trazer você até o roteador de borda (ou, na analogia anterior, até a entrada do prédio);
  • Eu vou liberar sua entrada no firewall (que seria como a catraca de segurança do prédio);
  • O caminho que eu passar para o visitante dentro da rede/prédio é responsabilidade minha, seja qual roteador de distribuição passará até finalmente chegar no servidor web no qual o site está – seria como o trajeto até o destino final, como qual elevador pegar, qual andar descer, qual sala chegar, etc.

Em síntese, farei diversas configurações na rede para agilizar sua chegada e posso dar indicações para sua operadora de como chegar, qual a maneira mais assertiva, etc. No entanto, vale lembrar que não serei a única rede que estará se comunicando com sua operadora.

Entendendo o tráfego de dados

Para dar sequência, vamos fazer outra comparação a situações do cotidiano:

Agora, imagine que você está em um ônibus. O motorista fará o caminho padrão e você pegará a opção que o deixará mais próximo de onde você deseja ir. Mesmo que quisesse, o motorista não poderia alterar o trajeto para deixar você mais perto do seu destino sem deixar demais passageiros insatisfeitos.

Semelhante ao ônibus, sua operadora de internet tentará levar você da forma mais rápida, criando regras na rede e anúncios de prefixos BGP, visando a melhor conectividade possível, assim como nós da KingHost fazemos com a nossa rede. Entretanto, por melhor serviço que seja oferecido, ainda assim pode haver imprevistos no trajeto como um rompimento de fibra ou um roteador congestionado em algum ponto do caminho.

Não é a toa que usamos a mesma palavra: tráfego, para redes e para trânsito. A ideia é a mesma!

Podemos imaginar carros e pacotes de dados trafegados como sinônimos nesta analogia.

Se romper uma fibra (ou se tiver um buraco na pista que força os carros a usarem só uma das faixas), se um roteador congestionar (muitos carros passando por um túnel) você demorará mais para chegar no destino (acesso ao seu site).

Ou seja, se você tiver alguma dificuldade de acesso ao site, precisamos saber de onde você vem, por onde você está passando. Se estiver atrasado para um compromisso, poderei ajudar mais efetivamente se disser por qual avenida está passando.

Resolvendo problemas com teste de conectividade

Supondo que você entrou em contato com o suporte da KingHost para solucionar uma questão de conectividade. Ao conversar com um dos nossos analistas, ele dará início a um teste de conectividade para descobrir onde está a dificuldade enfrentada, no qual será preciso saber qual sua operadora e seu endereço de IP.

Dica importante:

Você pode acessar este site para descobrir e informar o seu IP, no caso, o IPv4 e o IPv6. Será preciso informar ambos uma vez que trabalhamos com diferentes regras de roteamento, com o objetivo de tornar a rede mais organizada e otimizada possível.

Outro teste importante é o tracert, traceroute para sistemas Unix. Trata-se do caminho que você faz da sua rede até o site. Importante frisar que nem sempre adianta fazer o teste da nossa rede para a sua, uma vez que, como no trânsito de carros, nem sempre o caminho da ida é o mesmo da volta.

Teste IPv4:
Windows: tracert -4 site-a-ser-testado
Linux:
mtr -4 site-a-ser-testado
traceroute -4 site-a-ser-testado

Teste IPv6:
Windows: tracert -6 site-a-ser-testado
Linux:
mtr -6 site-a-ser-testado
traceroute -6 site-a-ser-testado

  1. Se o telnet retornar o cursor em branco, o acesso está correto:
  2. Em caso de erro:

Os dois exemplos são do mesmo servidor, a porta 22 está liberada no IPv6, mas está bloqueada no IPv4, por isso a importância de testes assertivos.

Esse teste, aliado ao tracert/traceroute, serão bons indícios para que os analistas possam filtrar e analisar a sua dificuldade, bem como ajudar a equipe de Redes da KingHost sobre possíveis dificuldades em alguma operadora ou serviço interno para que possamos melhorar ainda mais o serviço.

Sobre os testes acima, você deve estar se perguntando: agora preciso saber tudo isso só para saber se meu site está ou não operacional? Claro que não 🙂 Nossa equipe auxiliará você a verificar todos esses testes no nosso suporte 24h por chat, telefone e pela central de chamados.

Ainda não é nosso cliente? Clique no banner abaixo e conheça nossos serviços.

Ficou com alguma dúvida sobre teste de conectividade e da importância de realizá-los? Deixe nos comentários! Ficarei ligada para respondê-los.

Acompanhe o LAB, o Blog da KingHost para mias novidades.

Vanessa de Oliveira Mello

Network Analyst | NOC | NetOps em KingHost
Cursando Engenharia de Software, trabalha há 10 anos com T.I. Apaixonada por infraestrutura, redes, programação e indie rock dos anos 90.
Vanessa de Oliveira Mello

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