Workshop: Deploy descomplicado de aplicações em VPS 🚀

O que é deploy no servidor VPS e por que esse processo impacta seus projetos

Deploy é o processo de disponibilizar uma aplicação, sistema ou atualização em um ambiente de execução, como servidores ou nuvem, tornando o software acessível aos usuários finais. Envolve etapas como configuração, validação, publicação e monitoramento para garantir funcionamento correto e estável.
Publicado em 26/01/2026

Atualizado em 26/01/2026
Pessoa usando fones de ouvido enquanto trabalha em notebook com código na tela, representando processo de deploy de aplicação em ambiente de desenvolvimento.

Poucos conceitos têm tanto peso no desenvolvimento web quanto compreender o que é deploy

A maneira como esse processo ocorre interfere diretamente na disponibilidade, segurança, desempenho e previsibilidade do sistema.

Hoje, essa atividade deixou de ser vista como exclusivamente técnica e passou a influenciar decisões de negócio, podendo acelerar ou bloquear entregas. Isso acontece porque o ritmo das publicações está ligado às escolhas técnicas do ambiente. 

Quer entender como isso funciona na prática? Continue a leitura e esclareça suas dúvidas.

O que é deploy?

Deploy é o processo de disponibilizar uma aplicação ou atualização em um ambiente onde ela possa ser utilizada por usuários ou sistemas consumidores.

Ele envolve a transferência de código, configuração de dependências, ajustes de infraestrutura e ativação da nova versão.

Qual a diferença entre o ambiente de desenvolvimento e o de produção?

O ambiente de desenvolvimento é voltado à criação e validação do software. Nele, mudanças são frequentes, erros são esperados e a prioridade é a velocidade de iteração.

Já o ambiente de produção atende usuários reais e precisa operar com estabilidade, desempenho e segurança.

As diferenças vão além do propósito. Em produção, configurações de rede, volumes de dados, controle de acesso, monitoramento e tolerância a falhas são muito mais rigorosos.

O deploy é justamente o ponto de conexão entre esses dois mundos, e falhas nesse processo podem surgir quando essas diferenças não são consideradas.

Por que usar um servidor VPS para fazer deploy?

O servidor VPS é muito utilizado para deploy por oferecer equilíbrio entre controle, custo e flexibilidade. Diferente de hospedagens compartilhadas, ele permite decisões arquiteturais mais precisas, como:

  • Controle total do ambiente, incluindo sistema operacional, versões de runtime e configurações de rede;
  • Isolamento de recursos, garantindo previsibilidade de desempenho para a aplicação;
  • Escalabilidade gradual, permitindo ajustes conforme o crescimento do projeto;
  • Compatibilidade com múltiplas arquiteturas, como aplicações monolíticas, APIs ou serviços distribuídos;
  • Integração facilitada com pipelines de automação, essencial para práticas modernas de entrega contínua.

Quais são os tipos de deploy?

Antes de aprofundar o tema, é importante entender que deploy não acontece de uma única forma. Existem diferentes abordagens, cada uma com características próprias e impactos distintos no processo de entrega. Saiba quais são!

Deploy manual

No deploy manual, o processo é executado passo a passo por um operador. Embora ofereça controle total, é mais suscetível a erros humanos e pouco escalável em ambientes complexos.

Deploy automatizado

Esse modelo utiliza scripts ou pipelines para executar o deploy de forma padronizada, o que reduz a variação entre ambientes e melhora a confiabilidade do processo.

Deploy incremental

Apenas partes alteradas da aplicação são atualizadas. Essa técnica reduz o tempo de indisponibilidade, mas exige controle rigoroso de dependências.

Deploy contínuo

No contínuo, cada alteração validada é automaticamente disponibilizada em produção. Esse modelo exige maturidade técnica e forte automação de testes e monitoramento.

Veja mais: CI/CD: benefícios para integração e deploy contínuo

Quais são as formas de realizar deploy?

Depois que o código está pronto, surge a necessidade de disponibilizá-lo em um ambiente acessível para usuários ou outros sistemas. 

Esse processo pode acontecer de maneiras diferentes, dependendo da estrutura do projeto, das ferramentas adotadas e do nível de automação desejado. Entenda como essas variações ajudam a escolher a abordagem mais adequada para cada cenário.

Transferência direta de arquivos

Métodos como SCP ou SFTP permitem copiar arquivos para o VPS. São simples, mas não escalam bem e dificultam controle de versões.

Deploy via controle de versão

Utilizar sistemas como Git permite versionamento, rastreabilidade e rollback mais simples. É uma das formas mais adotadas em ambientes profissionais.

Uso de scripts de automação

Scripts em shell ou ferramentas de configuração garantem consistência, especialmente quando há múltiplas etapas de preparação do ambiente.

Deploy com containers

Embora o VPS hospede o servidor, a aplicação pode ser empacotada em containers, isolando dependências e simplificando a replicação de ambientes.

Como fazer um deploy simples usando Git e SSH?

Um deploy básico com Git e SSH nada mais é do que a conexão com VPS e a atualização do código diretamente a partir do repositório.

Esse modelo é comum em projetos de pequeno e médio porte, normalmente o fluxo contém:

  • Acessar o servidor VPS via SSH com credenciais seguras;
  • Navegar até o diretório da aplicação;
  • Executar o comando de atualização do repositório remoto;
  • Instalar ou atualizar dependências, se necessário;
  • Reiniciar serviços ou processos da aplicação.

Apesar de simples, esse método exige disciplina para evitar inconsistências entre versões e ambientes.

O que são variáveis de ambiente e por que são importantes no deploy?

Variáveis de ambiente são valores externos ao código que definem comportamentos da aplicação, como credenciais, endpoints e parâmetros de execução.

Na prática, elas permitem que o mesmo código funcione em ambientes diferentes sem alterações diretas.

No contexto de deploy em VPS, o uso correto de variáveis de ambiente aumenta a segurança, facilita migrações e reduz risco de vazamento de informações sensíveis. Centralizar essas variáveis também simplifica automação e rollback.

O que é um deploy automatizado (CI/CD)?

Como falamos mais acima, o deploy automatizado faz parte de pipelines de CI/CD (Continuous Integration / Continuous Deployment). Nesse modelo, o código passa por etapas automáticas de teste, build e deploy sempre que há uma alteração válida.

Para projetos em VPS, CI/CD reduz dependência de operações manuais, aumenta previsibilidade e acelera ciclos de entrega. A automação também cria histórico confiável de versões e facilita auditorias técnicas.

Quais são os passos essenciais antes e depois de um deploy?

Um deploy bem-sucedido depende tanto da preparação quanto das ações após a liberação da nova versão. Veja quais são os passos. 

Antes do deploy

Antes de qualquer atualização, é preciso validar a estabilidade da mudança. Testes automatizados e manuais reduzem o risco de falhas em produção. Backups garantem possibilidade de recuperação rápida, enquanto revisões de configuração evitam incompatibilidades com o ambiente do VPS.

Durante o deploy

Durante a execução, o foco deve estar em minimizar indisponibilidade. Paradas controladas, uso de múltiplas instâncias ou técnicas de troca gradual ajudam a manter o serviço acessível.

Depois do deploy

Após a atualização, o monitoramento ativo é fundamental: logs, métricas de desempenho e alertas permitem identificar problemas rapidamente e agir antes que afetem usuários.

Estratégias que podem ser utilizadas para deploy

Dentro desse contexto, algumas ações ajudam a reduzir risco e impacto de falhas, especialmente em sistemas críticos. Algumas táticas que você pode implementar:

  • Blue-green deployment, alternando entre dois ambientes idênticos;
  • Canary release, liberando a nova versão para um grupo limitado de usuários;
  • Rolling update, atualizando instâncias de forma gradual;
  • Deploy por feature toggle, ativando funcionalidades sem novo deploy.

Cada estratégia equilibra risco, complexidade e custo de forma diferente, devendo ser escolhida conforme o contexto do projeto.

Como reverter um deploy que deu errado (rollback)?

O rollback é o processo de retornar a aplicação para uma versão estável anterior. Pode ser muito útil em ambientes VPS, já que é feito por meio de controle de versão, snapshots do servidor ou restauração de backups.

Um bom plano de rollback deve ser rápido, previsível e testado previamente. Não ter esse plano transforma falhas de deploy em incidentes prolongados, com impacto direto em negócio e reputação.

O deploy em servidor VPS é muito mais do que uma etapa técnica final: ele conecta desenvolvimento, infraestrutura e operação, influenciando diretamente estabilidade, segurança e velocidade de entrega dos projetos.

Investir em práticas sólidas de deploy não apenas reduz riscos, mas também cria base para crescimento sustentável e entregas mais previsíveis em ambientes VPS.

Nada melhor do que uma solução completa e confiável para a sua infraestrutura, não acha? Conheça os serviços da KingHost agora mesmo!

O que você achou deste conteúdo?

O que você achou deste conteúdo?

foto perfil
Daiane
Daiane Corrente
Daiane é formada em Publicidade e Propaganda pela UNIJUÍ, com especialização em Marketing pela USP e graduanda em Análise e Desenvolvimento de Sistemas na Uniasselvi. Ela une comunicação, marketing e tecnologia para criar conteúdos estratégicos, informacionais e otimizados para o blog da KingHost.
Daiane
Daiane Corrente
Daiane é formada em Publicidade e Propaganda pela UNIJUÍ, com especialização em Marketing pela USP e graduanda em Análise e Desenvolvimento de Sistemas na Uniasselvi. Ela une comunicação, marketing e tecnologia para criar conteúdos estratégicos, informacionais e otimizados para o blog da KingHost.

Compartilhe esse conteúdo com alguém que possa gostar também

Receba todo mês conteúdos
incríveis como esses para
seguir evoluindo

Mensagens para você