Como migrar para nuvem? A resposta está aqui


Quer saber mais como migrar para nuvem? Confira todas as etapas e procedimentos que sua empresa precisa realizar para migrar suas aplicações para a nuvem.

A evolução das aplicações e a demanda cada vez maior por recursos e alta performance dos serviços na web fez com que a necessidade por infraestrutura aumentasse cada vez mais.

E com isso, as exigências por servidores cada vez mais poderosos e com alta capacidade de armazenamento e processamento crescesse a passos largos ano após ano.

Assim nasceu o Cloud Computing, uma oferta de infraestrutura robusta, com custos menores e que oferece alta performance para aplicações web.

Por isso, se a sua empresa ainda não migrou para nuvem, no post de hoje, vamos entender todos os passos para realizar a migração e ajudar você a encontrar o tipo de nuvem ideal para sua necessidade.

Primeiro vamos conhecer um pouco mais sobre a história da tecnologia e a criação do termo Cloud Computing.

Qual a origem do termo Cloud Computing?

O termo Cloud Computing começou a ganhar destaque no início dos anos 2000, mas seu nascimento é mais antigo do que muita gente pensa.

Tudo começa na década de 1960, quando John McCarthy, cientista da computação norte-americano, inventor do termo “Inteligência Artificial” e criador da linguagem de Programação LISP, apresentou a proposta de computação por tempo compartilhado (“time-sharing”), que permitiria que um computador fosse utilizado simultaneamente por dois ou mais usuários.

Para McCarthy, além de garantir o melhor aproveitamento do tempo disponível dos recursos, o time-sharing permitiria pagamento somente pelo período utilizado.

Durante um discurso no Massachusetts Institute of Technology (MIT), nos EUA, em 1961, ele sugeriu a criação da “Utility Computing” ou computação como serviço de utilidade pública. Durante seu discurso ele disse que “a computação deve algum dia, ser organizada como um serviço de utilidade pública, bem como o sistema telefônico”. Na sua ideia cada contribuinte pagaria apenas pela capacidade que utiliza-se de fato.

Em 1962, Joseph Carl Robnett Licklider, do MIT, falou sobre a criação de uma Rede Intergalática de Computadores. Em 1969, Leonard Kleinrock, cientista norte-americano do Advanced Research Projects Agency Network (Arpanet), órgão que criou a Internet, endossou o conceito de Utility Computing de McCarthy.

A origem do nome vem dos diagramas das antigas redes de dados ISDN (Services Digital Network, ou rede de serviços digitais) e Frame Relay, projetadas pelas operadoras de telefonia. O símbolo de “nuvem” era utilizado para demonstrar para o cliente a parte da infraestrutura que era de responsabilidade do provedor, já que o cliente não tinha a necessidade de conhecer toda a infraestrutura do seu provedor de serviços, apenas a parte que lhe interessava.

Já o termo “Cloud Computing” surgiu no final de 1996. Um grupo de executivos da Compaq Computer estavam traçando planos para o futuro dos negócios na internet e denominaram o movimento dos negócios para a Web de “Aplicativos Habilitados para Computação em Nuvem – Cloud Enable”.

O executivo de marketing da Compaq George Favaloro e o técnico Sean O’Sullivan e foram os responsáveis pelo projeto e lançaram um documento chamado “Estratégia da Divisão de Soluções de Internet para Cloud Computing” com data de 17 de novembro de 1996.

Em 1997 o termo “Cloud Computing” foi mencionado pela primeira vez no ambiente acadêmico pelo professor de Sistemas da informação da universidade do Texas Ramnath Chellappa, que usou o termo durante uma palestra acadêmica em Dallas, nos Estados Unidos.

Em agosto de 2006, durante o Search Engine Strategies Conference, o CEO do Google, Eric Schmidt, utilizou o termo pela primeira vez para o público em geral.

6 vantagens de migrar para nuvem

Antes de começarmos a entender o processo de migração, vamos analisar quais são as principais vantagens em migrar seus dados.

1. Redução de custos

Redução de custos é um dos principais fatores que seduzem as empresas a abandonar sua estrutura atual e migrar seus dados para a nuvem.

O custo para manter uma estrutura na nuvem é muito menor quando comparado com o investimento necessário para manter uma estrutura física na sua empresa. Em uma infraestrutura na nuvem não é necessário investir em manutenção, refrigeração, links de internet, entre outros custos que fazem parte do pacote de uma estrutura física.

Além disso, o custo para realizar upgrade de recursos na nuvem é bastante reduzido quando comparado ao custo para adquirir novos servidores.

2. Mais segurança

Se você está se perguntando se a nuvem é segura? A resposta é sim. Servidores na nuvem seguem uma série de normas de segurança extremamente rígidas que vão desde controle de acesso até ferramentas de segurança em níveis muito avançados, como a proteção contra ataques DDoS e firewalls de última geração.

Outra vantagem de adotar a nuvem na sua empresa é a economia que ela oferece em termos de segurança. Explicando: seguir as rígidas normas de segurança necessárias para manter suas informações seguras é um processo bastante caro para a maioria das empresas e, ao migrar para nuvem, esse custo fica a cargo da empresa contratada por prover a infraestrutura.

3. Escalabilidade

A medida que sua empresa cresce a demanda por recursos aumenta, certo? Com a nuvem esse processo de escalar recursos é bastante facilitado, uma vez que o dimensionamento de recursos, seja para aumentar ou diminuir, é bastante simples e muito mais barato do que a compra de servidores físicos, por exemplo.

Sem contar que a maioria das soluções em nuvem cobram apenas pelos recursos que sua aplicação precisa, sem a necessidade de reservar recursos e pagar por eles sem utilizar.

4. Simplificação dos processos de gestão e gerenciamento

Rotinas de backup e recursos de monitoramento automáticos, além de uma série de outras ferramentas que contribuem para que a nuvem seja uma solução central para maximizar a produtividade das equipes.

Não é necessário estar fisicamente no datacenter para realizar manutenções, backups, atualizações ou qualquer outra rotina de manutenção, o que acaba aumentando a autonomia e produtividade dos times técnicos da empresa.

5. Aumento da competitividade

Ao passar dos anos a tecnologia do cloud computing tomou o lugar de curiosidade para indispensável no dia a dia de diversas empresas.

Hoje em dia trabalhar com soluções na nuvem é uma forma de manter empresas competitivas e dá a pequenas e médias empresas a possibilidade de brigar a altura com grandes corporações.

Seja pelo custo bastante reduzido para implementar uma infraestrutura robusta ou pela possibilidade de escalar recursos de acordo com o crescimento dos negócios.

6. Estabilidade dos servidores

Uma das maiores vantagens de migrar para uma infraestrutura na nuvem é, sem dúvidas, a estabilidade que ela oferece. Estruturas em cloud computing são planejadas e dimensionadas com altas cargas de redundância, garantindo que suas aplicações estejam sempre no ar, mesmo em situações de falha de algum servidor, por exemplo.

Como migrar para nuvem?

Migrar para nuvem como você acabou de ver é uma questão de competitividade e produtividade para as empresas.

Para migrar suas aplicações para a nuvem, existem alguns passos que devem ser seguidos para garantir que o processo ocorra sem problemas. Vamos à eles:

1. Planeje a migração

O primeiro passo para migrar para nuvem é planejar todas as etapas da migração. Nesta etapa é importante envolver todos os setores que serão impactados pela mudança e traçar um planejamento completo para não deixar nada passar, levantando em consideração questões técnicas, logísticas, financeiras e legais sobre a migração.

2. Documente tudo

Antes de começar a migrar os dados para a nuvem, é importante que sua equipe documente tudo para não deixar nenhuma informação importante de fora e para que facilite a solução de qualquer problema que possa surgir.

3. Crie etapas de migração

Como em qualquer processo de tecnologia é importante testar a migração antes de efetivamente iniciar. Além disso, é indicado que a migração ocorra em partes, facilitando o processo e reduzindo potenciais falhas e refações.

4. Analisar os fornecedores

A escolha do provedor dos serviços na nuvem é um dos pontos preponderantes para o sucesso da migração. Escolher uma empresa sólida e com um time técnico especializado evitará dores de cabeça futuras para sua empresa.

Durante a escolha do provedor dos serviços é importante analisar não somente questões relacionadas a quantidade de recursos que será disponibilizada, mas também entrar a fundo para entender as políticas de segurança da empresa, além das suas rotinas de atualizações e manutenção do servidor.

Migrar para nuvem

5. Contar com uma equipe preparada

A tecnologia na nuvem está aí para auxiliar empresas a potencializar suas soluções digitais, mas sem pessoas capacitadas, tanto no provedor da nuvem como na sua empresa, esse processo pode não funcionar como deveria.

Garantir que na sua empresa existam pessoas técnicas capacitadas para realizar determinadas ações nos servidores é extremamente fundamental para garantir a saúde e performance das suas máquinas durante e após a migração.

5. Ajustar as aplicações

Antes de fazer a migração, é preciso analisar como as suas aplicações serão executadas na nuvem. Faça um estudo para entender como se dará o comportamento das aplicações na nova infraestrutura e realize ajustes se necessário.

Sem contar que esse processo dará uma boa visão para sua equipe entender as novas particularidades e comportamentos da nova estrutura.

6. Testar a migração

Após realizar a análise e mapear todos os pontos da migração, é extremamente necessário realizar testes na nova infraestrutura. Mesmo em situações de pouco ou quase nenhuma mudança é vital para o sucesso da migração realizar testes de stress e carga, testes de segurança e performance. Tudo para garantir que a migração ocorreu bem e que a nova infra está preparada para rodar com total capacidade.

Quais são os tipos de nuvem existentes?

O próximo passo para migrar para nuvem é definir para qual tipo de infraestrutura sua empresa vai migrar as aplicações.

Atualmente, existem três tipos básicos de nuvem: pública, privada e híbrida, e cada uma delas tem suas características e atende uma necessidade específica.

A nuvem pública é modelo de nuvem oferecido por empresas através da internet. Nesse modelo o provedor fica responsável pela hospedagem, manutenção, proteção e gerenciamento da estrutura.

Nesse modelo a infraestrutura é compartilhada com outras empresas, o que significa que sua empresa tem controle sobre o que faz e hospeda na nuvem, mas não controla as ações dos outros clientes que utilizam a mesma nuvem.

É uma alternativa vantajosa em termos financeiros, mas não é indicada para empresas que precisam hospedar dados sigilosos.

Já a nuvem privada oferece todos os recursos necessários para suas aplicações, além de oferecer adicionais como escalabilidade, acesso remoto e flexibilidade de recursos sem o compartilhamento de recursos entre outros clientes, como a nuvem pública faz.

Utilizando a nuvem privada empresas conseguem um nível maior de segurança para as suas informações, uma vez que ninguém terá acesso aos dados da sua empresa sem autorização.

A possibilidade de customização dos recursos do servidor é outro atrativo da nuvem privada. Porém, o custo de implantação e de manutenção da operação é um pouco maior se comparado com a opção pública.

Por último, o serviço de nuvem híbrida oferece a possibilidade de mesclar sistemas na nuvem privada e pública, simultaneamente. Sua empresa pode, por exemplo, manter dados sigilosos das aplicações hospedados na nuvem privada e os demais dados podem ser hospedados na nuvem pública.

Essa opção é uma excelente alternativa para empresas que necessitam de escalabilidade, segurança e controle da aplicação.

Quais são os tipos de serviços de nuvem?

Podemos dividir os serviços de nuvem em três categorias: IaaS, PaaS e SaaS. Vamos entender cada um deles:

IaaS (Infrastructure as a Service): infraestrutura como serviço é uma oferta de computação em nuvem na qual um provedor fornece aos usuários acesso a recursos de infraestrutura, como servidores, armazenamento, processamento e rede.

PaaS (Platform-as-a-Service): o serviço de nuvem de plataforma como serviço fornece aos usuários um ambiente de nuvem em que podem ser desenvolvidas e gerenciadas os mais diversos tipos de aplicações web.

Além de oferecer armazenamento e outros recursos de computação, os usuários desse tipo de serviço tem ao seu dispor uma série de recursos e ferramentas para auxiliar no desenvolvimento das suas aplicações.

SaaS (Software-as-a-Service): software como serviço fornece aos usuários acesso a softwares baseados na nuvem.

Neste modelo de nuvem, os usuários não precisam instalar aplicativos em seus dispositivos locais para utilizar os recursos dos softwares. Em vez disso, os aplicativos ficam hospedados em uma estrutura na nuvem que é acessada pela web ou através de uma API.

Agora que sua empresa já entende todos os passos para migrar para nuvem, que tal hospedar seu site ou aplicação na nuvem com a KingHost?

Migrar para nuvem

Vinícius Pereira

Analista de Conteúdo em KingHost
Graduado em Marketing, membro do time da KingHost. Apaixonado por marketing de conteúdo e Rock N' Roll.
Vinícius Pereira

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