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Failover: como garantir que seu site nunca fique fora do ar

Failover é um mecanismo de segurança em sistemas de TI que garante a continuidade dos serviços ao transferir automaticamente operações para um recurso ou servidor secundário em caso de falha. Essa estratégia minimiza interrupções, aumentando a disponibilidade e a confiabilidade de aplicações críticas.
Publicado em 28/11/2025

Atualizado em 28/11/2025
Profissional de TI com notebook na mão em sala com servidores.

Alguns segundos do seu site fora do ar pode ser o suficiente para um cliente desistir de fazer uma compra ou procurar a concorrência. 

É nesse cenário que o failover se destaca, oferecendo uma forma de manter operações ativas mesmo quando algo sai do esperado. 

Entender como essa estratégia atua e quais benefícios ela traz pode mudar a forma como você encara a gestão de sistemas. Continue lendo para descobrir como ele pode proteger suas operações de imprevistos e minimizar riscos.

O que é failover?

Failover é a transferência (automática ou manual) de operações, serviços ou workloads para um sistema redundante quando ocorre uma falha no ambiente principal.

Essa mudança garante que aplicações continuem operando sem interrupções perceptíveis para usuários ou processos internos.

A lógica por trás do failover envolve redundância, replicação e monitoramento contínuo.

Quando o sistema identifica uma anomalia crítica (como queda de servidor, falha de disco, perda de conectividade ou instabilidade grave) ele redireciona a execução para um ambiente secundário já configurado.

Como funciona o failover?

Na prática, esse mecanismo precisa de uma série de componentes: um sistema principal em operação, um recurso redundante e um mecanismo de detecção de falhas.

O failover avalia o estado do ambiente primário o tempo inteiro por meio de health checks, métricas, logs e testes de conectividade. Ao identificar uma falha, dispara o processo de comutação, ativando o ambiente alternativo.

Quanto melhor for a estrutura, mais rápida é a transição. Por isso, alguns modelos utilizam replicação síncrona para garantir que o ambiente secundário mantenha dados idênticos ao primário.

Outros trabalham com replicação assíncrona, que prioriza performance e aceita pequenas discrepâncias temporais.

Por que o failover é importante?

Nenhuma infraestrutura está imune a problemas técnicos ou falhas de hardware. Quando esses imprevistos acontecem, a interrupção de serviços pode ser desastrosa. 

O failover surge como solução, oferecendo alternativas automáticas que mantêm a operação estável e confiável. Veja por que esse recurso é importante! 

Continuidade de operações

Ambientes empresariais não podem depender da integridade de um único servidor ou datacenter. Essa opção mantém serviços disponíveis mesmo diante de eventos críticos.

Redução de perdas financeiras

Quedas de serviço geram prejuízos diretos e indiretos, desde perda de vendas até danos reputacionais. A transição imediata minimiza esses impactos.

Proteção contra falhas de hardware

Componentes físicos podem falhar, isso faz parte. Um sistema com redundância consegue substituir automaticamente o recurso afetado.

Suporte à escalabilidade

Ao combinar o failover com uma estrutura distribuída, é possível manter a performance estável mesmo quando a demanda aumenta.

Qual é a diferença entre failover e switchover?

O failover consiste na troca automática de recursos em resposta a uma falha, enquanto o switchover ocorre de forma planejada. Embora os termos pareçam semelhantes, são processos diferentes.

No switchover, a transição é manual e acontece sem interrupções inesperadas, normalmente durante janelas de manutenção ou atualizações programadas, permitindo o controle completo sobre o momento da mudança.

Quais os tipos de failover?

O conceito de failover envolve manter sistemas ativos mesmo diante de falhas. No entanto, existem diferentes abordagens para implementar essa redundância. Entender os tipos ajuda a tomar decisões mais estratégicas e seguras.

Failover ativo-passivo

O ambiente secundário permanece em espera, sendo ativado somente em caso de falha. É um modelo mais econômico, porém com transições um pouco mais longas.

Failover ativo-ativo

Os ambientes operam simultaneamente, compartilhando cargas. Se um deles falha, o outro assume a totalidade das operações. É ideal para aplicações sensíveis a tempo de resposta.

Failover baseado em cluster

Vários nós trabalham juntos, garantindo redundância interna. Quando um nó encontra problemas, os demais assumem seus processos.

Failover geográfico

A redundância é distribuída fisicamente em diferentes regiões. Caso haja queda de datacenter ou interrupções regionais, outro local assume as operações.

Por que o failover do servidor é necessário?

Uma falha nesse componente compromete todo o ecossistema. O failover de servidor garante que um ambiente alternativo assuma as funções do servidor primário, evitando paralisações em sistemas críticos, como bancos de dados, ERPs, e-commerces e serviços de autenticação.

Sem essa redundância, qualquer falha no servidor principal pode resultar em horas de indisponibilidade, perda de dados e riscos operacionais severos.

Quando o failover é automático e quando é manual?

O failover automático ocorre quando a infraestrutura é monitorada por sistemas que identificam falhas em tempo real e iniciam a comutação sem interferência humana.

Já o failover manual depende de intervenção técnica. Ele é utilizado em ambientes onde as equipes preferem avaliar a condição da infraestrutura antes de permitir a troca, muitas vezes para evitar mudanças baseadas em alertas falsos.

Quais os benefícios de implementar uma estratégia de failover?

As vantagens de usar esse mecanismo são várias, como:

  • Aumento da disponibilidade operacional;
  • Redução do tempo de inatividade causado por falhas inesperadas;
  • Proteção de dados e preservação da integridade das aplicações;
  • Melhoria na experiência do usuário, que não percebe quedas de serviço;
  • Suporte à escalabilidade e estabilidade em ambientes com grande volume de tráfego;
  • Redução de perdas financeiras decorrentes de interrupções.

Saiba também: Segurança digital: como proteger o seu site contra ameaças online

Como medir o failover?

Os testes de alta disponibilidade são os mais comuns, já que verificam a capacidade da infraestrutura de detectar falhas e alternar rapidamente entre ambientes.

Também é importante medir o grau de consistência dos dados ao longo da transição, ainda mais em sistemas que utilizam replicação assíncrona.

Como otimizar o uso do failover?

Garantir a continuidade dos sistemas é um desafio constante em qualquer infraestrutura de TI. Mas como utilizar esse recurso de forma eficiente e extrair o máximo de seu potencial?

Redundância proporcional

A infraestrutura secundária deve ter capacidade compatível com o ambiente principal para evitar gargalos após a comutação.

Testes periódicos

Executar simulações de falhas ajuda a identificar inconsistências antes que ocorram eventos reais.

Replicação adequada

Escolher entre replicação síncrona e assíncrona conforme os requisitos de performance e consistência.

Monitoramento contínuo

Integrações com sistemas de alerta e análise de saúde dos serviços garantem respostas mais rápidas a falhas críticas.

Quando seu site fica fora do ar, mesmo que por poucos segundos, diversos problemas podem surgir. Implementar o failover garante mais estabilidade às páginas e mantém a operação dos seus serviços ininterrupta.

Com os planos da KingHost, você garante a estrutura ideal para implementar os processos como o failover para evitar esse tipo de intercorrência na sua operação! Saiba mais! 

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